quinta-feira, 30 de junho de 2022

Participação em Antologia


Antologia Poética "Poesia Fora do Eixo" publicada pela editora Toma Aí Um Poema.



Esta foi a poesia que enviei no ato de inscrição para participar da Antologia. Uma poesia escrita em homenagem ao município de Propriá – SE.


Link de acesso: https://www.cemanade22.com/

sábado, 25 de junho de 2022

Canção da estrada


Não tenho medo do escuro

Posso ser luz para iluminá

Não tenho medo do futuro

Pois eu sei onde posso chegá


Vou construindo meu caminho

Sei que eu posso falhá

Não tenho medo de estar sozinho

Se inda tiver eu pra contá


Pois decisões sou eu que vai tomá

E escolhas sou eu que vai fazê

Meus amores sou eu que vai amá

Minha história sou eu que vai escrevê


Sei inté, posso me perdê

Mas também sei, posso eu me achá

Sei também, tenho muito a aprendê

Mas sei também, posso ensiná


O que eu quero é vivê e vivê

Quero ver o sol alumiar a estrada

Entre descidas e subidas

Vou persistir na caminhada


Sei inté que vou sofrê

Mas eu não hei de desistir

Hoje posso inté chorá

Mas amanhã irei sorrir!


Ruan Vieira

quinta-feira, 23 de junho de 2022

Conto de São João


Mariazinha correu pra se arrumá

E já faz horas que ela foi se vestir

Joãozinho, impaciente a esperá

Começou a reclamá:

É hoje que nós vamos sair daqui...


Mariazinha logo então apareceu

E disse: Homi, não se avexe não!

Deixe de pressa, você nasceu de sete meses?

Eu já disse tantas vezes

que a noite é uma criança no dia de São João


E Joãozinho logo então se acalmou

E do sofá ele se levantou

E disse: Você tem razão!

Não tem pra que eu me preocupá

Nem tampouco me irritá

Porque hoje é São João!


E os dois saíram e foram festejá

E no caminho avistaram uma multidão

que estava parada a gritá:

Abra espaço, deixe ele passar!

Aí vem o Rei do Baião!


E Luiz Gonzaga antes de se apresentá

deu "Boa noite" e gritou: Viva São João!

E logo então começou a cantá

E as pessoa a escutá, procuraram seu pá

Pra dançá o baião


E teve nêgo que quis fazer pá com Mariazinha

Mas Joãozinho logo interviu e disse: Ei, essa já é minha!

E Mariazinha lhe estendeu a mão

E ao som do Rei do Baião

Eles dançaram o São João


E Joãozinho disse: Essa noite vai ficá na lembrança!

Mariazinha lhe perguntou: Por quê?

Ele exclamou: Veja só! O Luiz Gonzaga em nossa vizinhança!

Essa visita eu não esperava recebê

E Mariazinha disse: É verdade! Concordo com você


E após o show, enquanto os adultos organizava a refeição

As crianças começaram as brincadeira

Corrida no saco, quadrilha, ovo na colhé

No cabo de guerra, entra quem quisé

Que a diversão é pra noite inteira


E de repente, só se ouve a gritaria

Que de até distante, você escutaria

São as mães chamando os seus filhos pra comê

E eu digo pra você

Diante de uma comida dessa... "adeus dieta" você diria


Pois a comida é tão vasta e diversificada

Que você não resiste não

Tem rapadura, pamonha, bolo de milho e mandioca

Pé de moloque, canjica, milho, cocada e paçoca

Não se acanhe, não fique de fora não


- Está esperando o que, meu fi? 

Vai curtir o São João!


Ruan Vieira

terça-feira, 14 de junho de 2022

Nessas idas e vindas da vida

Tive o prazer de participar do especial de 100 anos da SEMANA DE ARTE MODERNA, com a poesia "Nessas idas e vindas da vida" no canal Literatura Já. Abaixo está o texto e o vídeo para acompanhar.

Feito um barco à deriva

Eu me encontro sem direção

Não me procuro, não me acho

Trilho o caminho da perdição

Mas insisto em viajar

Não me demoro num instante

Neste instante estava no passado

Agora sigo adiante

Na tentativa de esquecer

Acabei por me lembrar

Tentei fugir do que me assombrava

Caí no que tentava evitar

Olhei no espelho na parede

Vi minha face tão distorcida

Na minha concepção de mundo

Distorcida estava a vida

Não fugi por medo ou desespero

Eu fugi pra me encontrar

Nessas idas e vindas da vida

Eu não paro num lugar

Feito o tempo que se move

E está sempre a passar

Eu não paro nessa vida

Pois eu não posso parar.


Ruan Vieira

(Poesia autoral na voz de Joyce Nascimento do canal Literatura Já - 2022)


sexta-feira, 10 de junho de 2022

Eu quero de volta a minha infância

Pra quem um dia já quis tanto crescer

Hoje se queixa a se arrepender

por não saber mais o que fazer

Parado e em conflito

deixa o tempo passar

Já não consegue nem direito pensar

Na confusão, só se põe a chorar

Quem te ver sorrindo

não vê a tristeza nem a saudade

que estás sentindo...

de voltar pra infância

Pois hoje é só dor, dinheiro e solidão

Trabalho, morte e desilusão

Ah! que saudade de ser criança!

Eu quero voltar a ser criança

eu quero voltar a ter esperança

Eu quero de volta a minha infância!

Eu quero renascer. 

Quero reviver...

meu tempo de criança.


Ruan Vieira

terça-feira, 7 de junho de 2022

O que era divino, agora, é só mais humano

 Meu bem, eu vi o amor na mentira

estampado em caras cínicas

levando o orgulho pra passear

de mãos dadas


Outrora ele era tão puro e inocente

parecia com a gente

Hoje é tão medíocre e inconsequente

Não vale mais nada


Na mistura dos egos e das vaidades

o amor, logo, se transformou

Feito um deus que se perde no ser da humanidade

o que era divino, agora se humanizou


O amor só existe nos dias de carência

é quando ele vem te ver

Nos outros dias você nem existe

ninguém quer saber


Meu bem, não me fale de amor

Fale da fantasia

Olhe bem no espelho e reconheça

que tudo não passa de hipocrisia!


Ruan Vieira

El hilo rojo del destino (O fio vermelho do destino)

Hay una leyenda oriental que cuenta que las personas destinadas a conocerse tienen un hilo rojo atado en sus dedos que les une el uno al otr...